Software é Ferramenta de Combate ao Crime no Mar
UM PROJETO computadorizado altamente sofisticado deverá ajudar a combater a ameaça do terrorismo por via marítima, o tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
A equipe de uma universidade britânica vai desenvolver o SeaBilla, um programa colaborativo de supervisão das costas marítimas que contribuirá para reforçar a segurança interna da União Européia.
O SeaBilla (abreviatura de Sea Border Surveillance, ou supervisão litorânea) faz parte de um projeto de pesquisa e desenvolvimento para fins de segurança interna que deverá revolucionar o cumprimento da lei ao longo das costas européias, inclusive no que se refere ao fluxo de imigrantes ilegais que entram por via marítima..
A equipe da Universidade de Portsmouth, no sul da Inglaterra, recebeu um subsídio de EUR42 mil para desenhar um programa de software autônomo destinado a aprimorar o desempenho técnico de sensores e câmeras de vigilância baseados em satélites e aeronaves não tripuladas.
O projeto SeaBilla, cujo custo é de nove milhões de euros, analisará as imagens obtidas pelos satélites e aeronaves e alertará o pessoal da segurança marítima em caso de qualquer atividade suspeita, permitindo uma detecção mais precisa de embarcações marítimas não identificadas.
A equipe está reunindo os conhecimentos especializados do Departamento de Matemática, da Faculdade de Negócios e da Faculdade de Tecnologias Criativas da universidade.
Nas palavras do dr. Alessio Ishizaka, da Faculdade de Negócios da Universidade de Portsmouth: "A maneira mais fácil de entrar na União Européia sem ser detectado é por mar, de modo que a monitoração das fronteiras marítimas é essencial".
"Existem atualmente vários níveis possíveis de observação marítima, o que inclui satélites, aeronaves não tripuladas e aeronaves tripuladas, e precisaremos analisar todos eles para garantir a aplicação dos métodos mais eficientes e econômicos", acrescentou ele.
"Precisaremos considerar fatores tais como qual é a melhor rota que a aeronave deve seguir a fim de cobrir a maior área possível e examinar como as condições atmosféricas afetam os dados coletados," explicou o dr. Ishizaka.
Ele comparou o projeto à criação de um complexo sistema de alarme contra incêndio que alertará o pessoal de segurança quando ocorrer alguma atividade suspeita que requeira uma investigação mais minuciosa.
O esquema de software está sendo operado em colaboração com 25 parceiros industriais, empresas, universidades e centros de pesquisa de dez países europeus e é financiado pela Comissão Europeia.
A equipe examinará as técnicas de vigilância marítima empregadas no Canal da Mancha, no Mediterrâneo sul e no oceano Atlântico entre as ilhas Canárias e dos Açores.
O projeto conta ainda com a participação das seguintes organizações: Selex Sistemi Integrati (coordenadora do sistema), Alenia Aronautica, BAE Systems, CorrSys, EADS, Eurocopter Espana, Edisoft, FOI (Sweden), HITT, Indra Espacio, Indra Sistemas, Joint Research Centre, Mondeca, Sagem Defence Securite, SpaceApps, Thales Alenia Space Italia, Thales Netherlands, TNO (Netherlands), Telespazio, Thales Systemes Aeroportes e TTI Norte.
As instituições acadêmicas atuantes no projeto são o University College London, a Universidade de Portsmouth, a Universidade de Murcia, na Espanha, e a CNIT, Universidade de Florença, na Itália.
O dr. Patrick Beullens, do Departamento de Matemática, lidera o projeto com suporte do dr. Ishizaka, do professor Ashraf Labib, da Faculdade de Negócios da Universidade de Portsmouth, do dr. Honghai Liu, da faculdade de Tecnologias Criativas da universidade e do dr.Dylan Jones, também do Departamento de Matemática.


































