Robôs podem demonstrar como aprendemos
DESCOBRIR se os ambientes virtuais desempenham um papel concreto no processo da aprendizagem humana é o propósito em que se concentra um projeto de pesquisa baseado em uma universidade britânica em parceria com duas academias japonesas.
Nos dois países, quatro veteranos acadêmicos examinam a maneira pela qual os ambientes virtuais como o Second Life podem contribuir para processos de ensino e aprendizagem de alta qualidade.
Stewart Martin, conferencista principal e diretor de educação, e o professor Paul van Schaik - ambos da Faculdade de Ciências Sociais e Direito da Universidade de Teesside - obtiveram financiamento do British Council, juntamente com Michael Vallance da Universidade Future e Charles Wiz da Universidade Nacional de Yokohama, ambas no Japão, para esse trabalho de pesquisa.
Como parte das atividades da pesquisa, Charles Wiz visitou recentemente a Universidade de Teesside em companhia dos estudantes japoneses Yumi Kato, Nao Kubo, Ryosuke Ichikawa e Eric Choi.
Os estudantes trabalharam com quatro alunos de pós-graduação de Teesside em uma atividade destinada a demonstrar como eles elaboravam estratégias e soluções para problemas. Essas informações foram utilizadas posteriormente pela equipe da pesquisa para estabelecer medidas destinadas a avaliar a aprendizagem eficiente.
"Estamos estudando o uso de mundos virtuais imersivos e verificando se os mesmos são bons ambientes de aprendizagem", declarou Stewart Martin, da Faculdade de Ciências Sociais e Direito da Universidade de Teesside, que foi agraciado este ano pelo esquema de premiação da National Teaching Fellowship pela qualidade de sua atuação didática.
"Organizamos atividades altamente estruturadas para examinar grupos de estudantes separados espacialmente que se comunicam por meio do Second Life, e medimos sua experiência de aprendizagem. Ao faze-lo enfocamos as abordagens que eles desenvolvem e a maneira pela qual fazem uso delas para resolver problemas por meio de diversas estratégias de aprendizagem, baseadas em intuição, lógica e processos de eliminação", acrescentou o professor.
Durante a atividade, um grupo fica encarregado da tarefa de comunicar eletronicamente ao segundo grupo detalhes sobre como programar um robô.
Em seguida o segundo grupo, baseado em um local separado, manobra o robô através de um complicado labirinto construído pelo primeiro grupo. Ambos os grupos usam o Second Life para comunicar, aprender e ensinar.
Ainda nas palavras de Stewart Martin: "O grupo encarregado de ensinar teve que ajudar o outro grupo sem revelar qual era a solução correta. Todas as comunicações de ambos os grupos foram gravadas e além disso os participantes escreveram diários relatando o andamento de cada uma de suas tarefas".
"O propósito da atividade foi estudar as estratégias criadas pelos estudantes para ensinar uns aos outros e encontrar soluções para problemas, bem como determinar de que maneira podemos medir uma aprendizagem eficiente".
"O projeto está nos ajudando a aprender muito sobre como as pessoas ensinam, e também como aprendem, usando essas tecnologias. Comparamos o grau de sucesso que uma pessoa acha que atinge no cumprimento de tarefas ao grau de habilidade que ela acha que adquiriu ao faze-lo. Medimos também o tempo que os estudantes levam para decidir o que querem fazer, se cometem erros e como fazem para solucionar problemas," explicou Martin.
E acrescentou: "Estamos especialmente interessados em ver como as pessoas colaboram para podermos desenvolver métodos destinados a avaliar a aprendizagem no Second Life. Esse tipo de pesquisa é de grande interesse para professores e também para aqueles que trabalham nas áreas técnicas, em robótica e ciência da educação".
Teesside é uma universidade inovadora, empenhada na busca da excelência e na capacitação de indivíduos e organizações para a realização do respectivo potencial por meio de uma aprendizagem de alta qualidade, pesquisa e transferência de conhecimentos. É uma das dez principais universidades modernas em termos das perspectivas para seus formandos, com mais de 75 anos de inovação em educação. Trata-se de uma das mais importantes universidades britânicas pelo papel que desempenha na ampliação da participação na educação superior.



































